16 fevereiro 2014

Pra mim já deu...


Hoje me peguei deixando de participar de dois grupos no Facebook. Ambos eram "maternos", um sobre religião e outro sobre informações diversas entre mães da região onde moro.
Não sei se deixei os grupos por maturidade ou imaturidade mas, pra mim chega de ouvir certas coisas e sofrer calada com elas.
No grupo sobre religião, do qual eu já nem participava ativamente por já ter presenciado um episódio de intolerância, uma mãe preocupada com o comportamento "agressivo" de seu bebê de dez meses, relatava que o filho havia empurrado uma bebê mais velha por conta de um brinquedo. Algumas mães opinaram, assim como eu, que esse é um comportamento normal pra idade, aquele bla, bla, bla que a gente já conhece.
Não é que então vem uma mãe de três filhos que resolve ser a dona verdade, dizendo que isso não é um comportamento aceitável, que todas estavam erradas de dizerem que aquilo era normal, que ela deveria sim ficar bem atenta e assistir a um filme chamado "Precisamos Falar sobre Kevin". A pessoa foi de uma insensibilidade, de uma intolerância, de uma ignorância sem tamanhos.
Eu entrei novamente naquela postagem, disse àquela mãe preocupada que não assistisse a filme algum e que, se realmente estava preocupada com o comportamento do filho, que não ouvisse conselhos de Facebook. Que procurasse uma boa amiga, quem ela acreditasse ser uma boa mãe, ou então uma psicóloga que tivesse embasamento científico para ajudá-la. Em seguida comuniquei que por conta da intolerância e da falta de carinho com o próximo que eu percebia naquele grupo de mães que se diziam religiosas, eu estava me retirando do grupo.
No outro grupo, agora à noite, encontro um post dizendo algo assim: "Gostaria de mudar meu filho de escola porque onde ele estuda está se enchendo de pessoas de uma classe mais baixa que a minha. Não acho legal que meu filho conviva com crianças que tem pais que achem correto trabalhar pouco e ganhar menos, andar com um carro mais simples ou sem ar-condicionado. Acho que o exemplo certo pro meu filho é alguém que ame o que faz, trabalhe bastante e depois colha os frutos, podendo viajar uma vez por ano para a Disney, por exemplo. Também não quero que o meu filho sinta ser mais que o coleguinha. Desculpe você que não tem condições de viajar todo ano pra Disney, como eu. É que eu posso e sempre fui. Por isso a qualidade do ensino não é tudo. A realidade social que meu filho vai enfrentar também é importante."
Tudo bem... antes que alguém se revolte, fiz uma pequena brincadeira com o que a mãe escreveu. Ela disse exatamente o contrário do que está aí em cima. 
Disse que a escola onde o filho estuda está sendo tomada por "novos ricos" e ela não quer que seu filho se sinta menos, nem que conviva com pessoas que viajam à Disney todo ano, porque ela nunca foi e nem poderá ir. E que esse tipo de gente só pensam em "ter" e não em "ser".
Mas, me digam? Só porque ela deixou de atacar uma classe baixa para atacar uma classe média, isso deixou de ser feio? O que ela falou deixou de ser preconceituoso? Achei péssimo demais. Não tive nem a coragem de escrever nada a respeito. Só fiquei lendo os comentários das pessoas concordando e tal. 
Não entendo o motivo desse pensamento tão pequeno de que quem tem uma condição melhor, por trabalhar e batalhar, não mereça conviver com o filho dela. Isso é hipócrita, é absurdo.
Nossa sociedade muitas vezes tem essa mania de que preto e pobre é coitado ou ladrão, e rico é sacana e corrupto. Não pode! Está errado!
Está cheio de gente que estuda, trabalha e cresce. E vence! Pessoas são pessoa e só. Cada um do seu jeito, dentro da sua condição. Mas, todas, sem exceção, merecem respeito. 
Todo mundo se indignou nas redes sociais com a Professora da PUC-RJ zombando do cara de regata no aeroporto, dizendo que aquilo parecia mais uma rodoviária. Mas, e o contrário? O contrário pode? Pior é que pode.
Outro dia no elevador de um shopping, funcionários do local falavam ao telefone com uma colega e, ao desligarem, a chamaram de lerda, dizendo que ela "só podia ser loira mesmo!". E eu, loira, estava no elevador. E todos eram negros. E se eu dissesse o contrário ao telefone? Sairia de lá presa. Não é justo, nem é certo.
Portanto, num mundo de tanta intolerância, serei obrigada a ser intolerante também. Não vou mais tolerar comentários hipócritas ou preconceituosos, ou sem amor, ou sem boa energia. Não vou tolerar nada que me tire o riso. Nada que me irrite ou desequilibre a minha energia. Mesmo que pra isso, poucas pessoas restem ao meu lado. Pelo menos, as que sobrarem, eu sei que serão as que valem mais pra mim. E grito bem alto: isso sim, na minha opinião, é ter realmente "valores".


05 fevereiro 2014

Primeiro dia, no primeiro ano. Coragem!






"Coragem" é o nome da turminha do primeiro ano do Lucca no ensino fundamental. 
Depois de idas e vindas, pensando seriamente em muda-lo de escola, preferimos ficar com a segurança do conhecido e com o acolhimento dos antigos amigos. 
Permanecendo no Novo Tempo, a mudança seria apenas de prédio. A turma foi quase que totalmente mantida.
Ontem fomos ao prédio novo entregar o material e ao sairmos de lá, o Lucca me disse no carro que estava sentido "um medo" de voltar às aulas. Aquele prédio grande, tias novas, salas novas... eu entendi tudo o que se passava com ele.
Certamente, o meu pequeno não tinha essa consciência mas, era o crescimento, o amadurecimento mais uma vez batendo em seu peito. 
Expliquei que muitas vezes na vida isso ainda ia acontecer, esse "medo do desconhecido". Mas, que no final, tudo sempre dá certo e a gente acaba agregando mais gente ao nosso círculo e mais conhecimento dentro do nosso coração. Isso é o que nos faz sentir vivos! Escola nova, curso novo, vizinhos novos, trabalho novo. Quem nunca passou por isso na vida? 
E por outro lado, acho bacana que ele já passe por isso agora, tão cedo mas num momento em que o risco é calculado, em que ele está num ambiente protegido, ainda que não perceba, porque ele vai se sentindo seguro para aprender, no futuro, a dar os passos necessários para sua evolução e desprendimento. Falo isso com o maior nó na garganta dos últimos tempos. Mas, é assim e ponto.
Mesmo assim, tão certa de estar certa, quando cheguei em casa ontem, postei no grupo das mães da classe no Facebook (a turminha do Lucca se mantém a mesma desde o núcleo I e depois de quatro anos de convivência, somos unidas até dizer chega! #amo) e combinamos de nos encontrar na entrada da escola para entrarmos todos juntos. Assim, aqueles mais seguros ajudariam os inseguros a enfrentar a situação. 
E foi tudo perfeito. Grande parte da turma conseguiu chegar no horário e ele, apesar de quieto, meio tímido e ressabiado, mas sorridente para as fotos, entrou numa boa, acompanhado dos melhores e mais especiais amigos do mundo. 
Ao chegar no topo da escada, virou-se e me deu um tchau. E com um lindo sorriso no rosto, me entregou de bandeja toda satisfação e alegria de ter chegado até aqui. 
Voltei para o carro, peguei a Sofia que estava com o papai e voltamos pra casa. 
Chegando, fui colocar a Sofia pra dormir. Deitei ao lado dela que, agarrada ao cobertor, piscava pesado ao mesmo tempo que gargalhava ao ganhar meus beijos. Logo dormiu e me deu aquela sensação, de novo, de tudo estar passando rápido demais.Ai que tristeza que dá...
Porém, depois de tantos anos e tanto aprendizado, respirei fundo, engoli o choro e lembrei que coisas boas e lindas realmente passam. Mas, a cada dia que chega, mais coisas lindas e boas virão. Segura coração! Coragem! :)


31 janeiro 2014

6 anos do Lucca em nossas vidas!



Essa foto foi tirada às 5:58h da manhã do dia 01 de junho de 2007. 
Esse foi um dos dias mais felizes de nossas vidas! 
Ele aconteceu depois de um único dia de atraso menstrual, após quase dois anos de espera, quando, ansiosa, resolvi fazer o exame de farmácia "só pra desencanar", afinal, naquele mês iniciaria um tratamento para engravidar.


Sozinha no banheiro não acreditei quando vi o resultado positivo na haste. Foram tantos negativos antes disso que eu esfregava os olhos para ver se estava enxergando direito.


Acordei o Fabricio, a Abigail e ninguém mais dormiu de alegria.


Nos juntamos na cama e tiramos uma foto pra eternizar esse momento. 


E 39 semanas e 3 dias depois, nasceu o Lucca, nossa luz! 


E hoje, 6 anos e nove meses depois dessa foto, são tantos sonhos realizados, tantas alegrias e aprendizados, que nem consigo me conter. 

Hoje o dia é de muita comemoração!


Um beijo filho! Com você nossa vida se tornou mais leve, mais gostosa, mais engraçada. 

Parabéns pelos 6 anos de vida! 
Te amamos demais!
 

01 janeiro 2014

Colocando a Vida em Dia: Ele Largou a Chupeta e Seu Primeiro Dentinho Caiu - Aniversário de 5 anos

31/01/2013

No dia em que o Lucca completou seus cinco anos de idade, seu primeiro dente de leite caiu. Já estava molinho e tudo mais. Porém, a queda foi acelerada por uma tentativa frustrada de desconectar com a boca duas pequenas peças de LEGO. Saiu muito sangue e o dente ficou pendurado. Pedi pra ver e quando ele deixou, puxei o restinho que faltava. Ele ficou muito bravo comigo...rs!
Porém,a Fada do Dente me salvou. Como já sabia que o dente estava pra cair, eu já havia comprado um presentinho que ele andava querendo muito.O chamei então na varanda de casa e o mandei colocar o dente no parapeito. Quando ele se virou de costas, correndo tirei o dente e coloquei o presente no lugar. Daí, dei um grito mostrando o presente e ele ficou pasmo com a rapidez dessa fadinha...
Nem preciso dizer que a janelinha foi a sensação da festa de aniversário, né?
E as novidades não pararam por aqui, não! A festinha, que eu fiz pessoalmente toda a decoração do Angry Birds como ele queria, foi uma delícia, reuniu todos os amiguinhos e ele se divertiu demais. Mas, a resolução que tomou conta da data, foi a de largar a chupeta. Ele decidiu que no dia em que fizesse 5 anos, largaria. E largou mesmo, sem nenhuma recaída.Meu bebê está crescendo! Parabéns, filho, mais uma vez!




16 outubro 2013

De repente, a saudade.



Nossa, de repente me bateu uma saudade. Saudade do tempo em que eu tinha tempo. De repente, olhei para a Sofia tão linda, tão crescida, caminhando pela varanda aqui de casa e tanta coisa me passou na cabeça. Me deu uma vontade imensa de chorar.
A constatação de que cada dia que passa já não volta mais as vezes me desespera. Me questiono o tempo todo se estou aproveitando cada minuto que passa de forma suficiente.
A verdade é que a vida de mãe de dois é uma doideira, formada por incompatibilidade de agendas, resolução de problemas e gestão de pessoas o tempo todo.
O Lucca está cada vez mais surpreendente. Anda cada vez mais falante, mais desinibido. Juro que muitas vezes torço pra ele parar de falar um pouco. Mas, isso jamais acontece. Ele fala muito, pelos cotovelos, e até por seus poros, eu desconfio. Ano que vem ele vai para o primeiro ano do Fundamental I e vamos muda-lo de escola. Supreendentemente, ele está muito feliz com a novidade, mesmo sabendo que nenhum de seus amigos vão acompanha-lo. Apesar de tanta autonomia, muitas vezes se mostra o mesmo bebezão de cinco anos atrás. As vezes chora, muitas vezes reclama, outras tantas foge pra minha cama no meio da noite. Mas, ele também é encantador e diz que eu estou linda, é piadista e vive fazendo gracinhas, é moleque e vive subindo pelas paredes.
A Sofia é uma bonequinha. Tenho tanto pra falar dela que nem sei por onde começar... Ela é calma, doce, tranquila, independente. Brinca sozinha ou acompanhada, ama crianças, bagunça, Peppa Pig, Clarilu, Agente Urso, som alto, bolacha Maizena, tirar e guardar coisas em todos os lugares e armários da casa. Ela tem mania de para com um pé no chão e o outro apoiado na ponta, como uma bailarina. Está com 8 dentes rasgando a gengiva e na semana passada cortou os cabelos pela primeira vez. Dorme de forma invejável. E quando chora de manha, encosta a cabecinha na parede e cobre o rosto com o braço, chorando baixinho. É uma das coisas mais lindas que já vi na vida. Não fala nem uma palavra, mas entende tudo o que a gente fala. Sorri quando acorda. Não larga o seu cobertor. Olho pra ela e me pergunto como consegui amar tanto assim de novo e ao mesmo tempo.
Sim, o tempo voa. Eles crescem. E tem tanta coisa boa acontecendo. Mas, dessa vez, muitas delas vou ter que guardar em minha memória e em meu coração. E sempre que der, venho aqui e formalizo, organizo e reponho tudo, tudinho. Como ela também merece.

23 junho 2013

Um Ano de Sofia - primeiras palavras, palminhas e muito amor



Semana passada, quando estava dando banho na Sofia, meu telefone tocou. Geralmente dou banho nela na hora de dormir. Me sento no chão, ao lado da banheira munida de um tablet, e muitas vezes enquanto ela brinca, aproveito para navegar na internet. O telefone estava ali também e era a minha mãe. Conversamos sobre coisas corriqueiras. Ao terminar, me despedi dizendo "tchau" e, para minha surpresa, a Sofia disse sua primeira palavrinha. Passou o resto do banho dizendo "tchau". 
No dia seguinte, também no banho, enquanto enchia sua banheira eu conversava com ela, e perguntei: "Xi, será que está muito quente?". Na hora ela começou a repetir: "tenthhh", "tenthhh"... Coisa mais linda falando "quente", porque o som escapa pelos seus dentinhos (ou melhor, pela falta deles). 
Antes disso, numa tarde eu a filmava e pedia para ela dar tchau com a mãozinha, um de seus primeiros gestos. De repente, ela começou a bater palminhas pela primeira vez. Cantei "Parabéns" e ela bateu muitas palminhas. Por trás da câmera me emocionei muito.
Ontem, essa minha pequenininha fez um aninho. O tempo voou. A vida não é a mesma quando já se tem um filho mais velho. Muitas dúvidas surgem, mas não mais aquelas de primeira viagem. Agora me pergunto se dou atenção o bastante a ela, se a estimulo bem, se fico o suficiente com ela, etc. A rotina quase não existe porque são muitos horários, de muita gente, para administrar. Fica difícil e ela acaba acompanhando o dia conforme ele acontece. Por outro lado, isso é bom porque ela está sempre disposta nos programas que fazemos na rua.
Ela já dorme a noite toda, acorda umas 8 da manhã, mama e dorme até 11, meio-dia se deixar. Come muito bem, é obediente, está aprendendo a gritar e sorri muito, quase sempre. Adora assistir Super Why, a Casa do Mickey, Doutora Brinquedos, Princesinha Sofia e principalmente, Galinha Pintadinha 3.
Adora a rua. Quando entra no elevador dá gritinhos de alegria e balança os bracinhos. Sofia é uma menina feliz, calma, levada - gosta de escalar as coisas, quase não se vê ela chorar.
Eu estou completamente apaixonada por ela e já me sinto a vontade nesse mundinho cor-de-rosa. Ela uma flor...
Está com 5 dentes, 8Kg e 78cm. Perguntei ao Padeiro se ela não está muito pequena e ele me respondeu: "Com uma mãe de um metro e meio, você queria o quê?" :)
E ela é a minha cara! Amo quando saio com ela e as pessoas dizem: "Nossa! Ela é você pequenininha!". Me sinto lisonjeada e feliz. Afinal, a vida toda o Lucca sempre foi a cara do pai e cansei de ouvir isso... :)
Ela ainda não andou mas sinto que está bem próxima disso. Engatinha rapidamente pela casa, sempre com um sorriso alegre, que franze os olhos e me derruba de paixão.
Um capítulo a parte é a paixão entre ela e o irmão. Quando eles se olham, não tem pra mais ninguém. Ela sorri pra ele, ele brinca com ela. Se dão muito bem. Ele é atencioso, paciente, cavalheiro com ela. Um amor só... Parece que vieram do mesmo lugar, pois são muito parecidos em personalidade, prazos, etc. e se olham como já se conhecessem há muito tempo.
Na quinta-feira fizemos uma festinha de aniversário da Minnie pra ela. Graças aos protestos que acontecem neste momento no país, algumas pessoas queridas não conseguiram estar presentes. Mas, seus pais, irmão, avós, tios, primos e alguns amigos mais próximos estavam lá e transmitiram toda a energia positiva na hora do parabéns. 
Ontem na exata horinha do aniversário, estávamos na Van Gogh e cantamos um "parabéns" bem animado. Ela adorou! 



Bom, é isso. Minha menininha fez um ano, minha casa continua em festa e só de saber que terei uma companheira para o resto da vida, pra quem eu poderei passar muita coisa que aprendi, que irá entender direitinho a minha correria porque a vida dela será assim também, já fico muito feliz e satisfeita.
Meu coração está quentinho, meu pensamento esta em paz e minha vida é realmente uma benção. Só o meu corpo que está o pó mas, isso é outra história...


Feliz Aniversário, florzinha da minha vida! Te amo demais!
  


08 junho 2013

A mamãe está mais velha




Comemoramos meu aniversário no Benihana, um restaurante tão espetacular de Orlando, que eu o considero mais um parque da Disney, de tão legal, gostoso e divertido.Foi uma delícia!


No último dia 26 de maio eu completei 38 anos. Mais uma vez, meu aniversário foi inesquecível. Apesar de ter acordado imensamente mal humorada e de várias coisas terem saído diferente da minha mimada expectativa, eu estava na Disney, cercada das pessoas que mais amo.
Mas, como muitas pessoas, sempre que faço aniversário acabo fazendo um balanço de mim, da minha vida e dos meus planos para o futuro.
Concluí que nunca tive tanta certeza de que cheguei à idade adulta. Com dois filhos pequenos, com uma casa pra organizar e tocar e com um marido pra acompanhar, as funções são tantas, o trabalho é tanto, que não dá pro mundo parar porque fico doente ou porque estou cansada, ou mesmo fazendo aniversário. A vida não para.
Com 38 anos me sinto bem menos inteligente e perspicaz do que há alguns anos. Minha capacidade de concentração e minha memória são quase zero para assuntos externos. Porém, vale destacar que me sinto muito mais sábia. Percebo dentro de mim uma quantidade gigantesca de informações importantes sobre viver e sobreviver, sobre optar por ser feliz deixando de carregar coisas ruins comigo, sobre tomar  um golinho da água da paz a cada vez que quero responder torto pra alguém.
Meu corpo já não tem a rigidez do auge da juventude, no entanto, nunca ele foi tão resistente como atualmente. Me movimento dia e noite, mais de 15 horas por dia, e ele responde sempre, nunca me deixando na mão. Meu rosto já tem ruguinhas, manchinhas, mas carrega um sorriso de quem alcançou muitos sonhos que sonhava e que se sente plena, apesar da loucura do dia-a-dia.
Percebo que a cada dia que passa vou me aproximando mais da minha natureza e me distanciando mais das coisas fúteis e terrenas. Curto muitas dessas coisas, mas elas não são mais absolutamente necessárias para eu me sentir feliz. 
Sinto que evoluo a cada minuto que passa. Sinto que venho me tornando uma pessoa melhor, que tenho ouvido mais, falado menos e que tenho sentido muito e isso é muito importante. Sentir é uma das melhores coisas que podemos fazer. Sentir é ouvir com a alma. Sentir é se entregar aos acontecimentos, sem deixá-los passar em branco por nossa vida.
Quanto ao futuro, decidi começar a ser mais organizada com a minha casa, menos exigente comigo, voltar a correr, comer menos besteiras e ser muito feliz. Aquelas coisas que a gente sempre promete...rs! :) 
Parabéns pra mim!

07 maio 2013

Oba! Sorteio no Blog!


Mês de maio chegou!
A correria aqui em casa continua gigante e, entre lágrimas por não conseguir dar conta de muita coisa e sorrisos a cada etapa vencida, dou uma corridinha aqui pra atualizar a nossa vida.
Hoje, o motivo de aparecer por aqui é super especial. 
Tenho uma querida amiga, a Juliana, que tem o dom para criação e costura de roupas. E ela deu de presente pra Sofia um lindo vestidinho para Festa Junina. Mas, os vestidos da Ju não são meros vestidinhos. São obras de arte! :)
Então, quando recebi o presente logo pensei no blog, nas minhas leitoras e em sortear um vestido pra vocês por aqui. Falei com a Ju e ela topou. Fiquei mega feliz pois consigo presentear alguém querido e ao mesmo tempo, divulgar o trabalho de uma querida.

Então, vai ser assim:
- quem quiser participar, vai dar um pulinho no Facebook e vai curtir a fanpage do Nascendo uma Mãe e a fanpage da Withloveby, que é a marca da Ju. As duas!
- lá, em qualquer uma das fanpages, todos vão poder encontrar o selinho do sorteio. Esse selinho deve ser compartilhado em seu próprio mural.

- o vestido sorteado será feito sob medida para a ganhadora, sendo que os tamanhos disponibilizados para o sorteio vão de 2 a 12 anos.
- os vestidos são confeccionados em modelos/tecidos exclusivos e a própria Juliana vai entrar em contato com a ganhadora para, juntas, decidirem como será o vestido, diante da disponibilidade de estoque.
- o sorteio será pelo random, no dia 20/05 e a entrega do vestido será a partir do dia 10/06, via Correios/Transportadora.
- Agora, o mais importante: todos os que curtirem as fanpages do Nascendo uma Mãe e WithLoveby, e compartilharem o selinho, deverão deixar aqui nos comentários deste post, seu nome e email pra contato. Somente os nomes deixados aqui participarão do sorteio, ok?


Apenas pra vocês terem uma idéia, esse é o desenho do vestido que a Ju está bolando para o nosso sorteio. Mas, ela fez questão de ressaltar que nessa foto não estão os acabamentos, que são justamente o plus dos vestidinhos! Mesmo assim, dá pra gamar, né? No site dela, no Instagram (@withloveby) e no perfil da Ju também tem algumas fotos pra conhecer um pouco mais desse lindo trabalho.
Vamos lá? Beijinho!

25 abril 2013

Nossa Canção de Ninar


Impossível ouvir e não me lembrar dos longos minutos diários em que ela fica em meu colinho, me ouvindo cantar essa música, agarrada ao seu cobertorzinho. 
Até que adormece e vai pro berço...

10 meses de Sofia - Feliz Mesversário, filhota!

Originalmente escrito em 22/04/2013

Angústia da Separação, Dentes e Engatinhar: tudo junto e misturado!




Há dois dias a Sofia começou efetivamente a engatinhar. Isso, ao mesmo tempo em que mais dois dentinhos superiores estão rasgando e ainda durante a famosa "angústia da separação".
Minha relação com a Sofia é muito interessante. Ela é diferente daquela que eu tinha com o Lucca na idade dele. Acho que as coisas agora são mais leves, menos intensas...
Ela é tão independente, tão tranquila, que as vezes acho que ela nem liga muito pra mim... Ela tem sua rotina (feita por ela - a diferença do segundo filho), ela muitas vezes adormece sozinha, e, acordada, se colocada no chão com vários brinquedos, é capaz de ficar ali por mais de hora se distraindo, descobrindo texturas, cores, orifícios e formatos.
Daí que ontem saí seis horas da manhã de casa para ir a um compromisso em SP e retornei só as sete da noite. Ela não me viu acordada. Eu, antes de sair, ainda dei mamá pra ela e passei pelo quarto do Lucca para dar-lhe um beijinho. Mas, ela não me viu... E quando acordou, segundo a vovó me contou, ficou manhosa e passou assim o dia. Não comeu direito, não fez suas sonecas. Quis muito colo e certamente se já pudesse falar, pediria a presença da mãe, imediatamente. Apesar de ficar triste por ela, me senti feliz por já ser reconhecida como mãe... 
Bom, o resultado disso foi uma noite cheia de sobressaltos, com a Sofia acordando muito, chorando, assustada, até me ver e receber um carinho e voltar a dormir. Foram mais de dez vezes. E eu lhe dei muito colo, muito amor, em todas as vezes. Até que às seis da manhã ela entendeu que eu não iria sumir mais e dormiu profundamente até as dez.
Ela já entendeu que não é uma continuação de mim, que é um ser independente mas ainda não se acostumou com a idéia. E esse é o momento de muita compreensão e paciência. Achei um texto ótimo sobre esse período e recomendo a leitura a quem estiver passando por isso também. Nada de "nana neném", de reclamações ou de chorar as pitangas neste momento. Agora é a hora de trazer as energias das profundezas do peito de mãe e vencer todo o cansaço e apoiar o bebê.
Hoje tirei o dia pra ficar com ela, principalmente a tarde quando o Lucca sai para a escola. A peguei no colo e ninei, ninei, cantei, até ela dormir. E depois ainda permaneci com ela em meus braços por mais algum tempo. Agora, ela está lá, dormindo, em paz. E espero com a certeza renovada de que a mamãe não é ela, mas que estará aqui pra sempre, ao lado dela, para apoiá-la em suas crises e cantar bem baixinho em seu ouvido, dançando, cheek to cheek...

Escrito originalmente em 16/04/2013

23 abril 2013

Como é possível?


Como é possível amar tanto e igualzinho dois seres tão diferentes?
Um menino e uma menina.
Um que fala e um que chora.
Um que anda e um que engatinha.
Um que dorme no meinho da nossa cama e 
um que dorme balançando no colinho.
Um que tem os dentes caindo e um que tem os dentes nascendo.
Um que come comida e um que come papinha.
Um que sorri quando eu chego e um que grita.
Um que me ama e precisa de mim e o outro também...
Oras, como é possível? 
Sendo mãe de dois.

14 abril 2013

Minha Segunda Primeira Vez em Paris

 Minha duplinha no Louvre.

E na Torre Eiffel.

 Dando comida à Sofia no mesmo restaurante onde comemorei meu aniversário, há dois anos.

 Caminhamos muito!

 Na Place des Voges com sua arquitetura de mais de 400 anos, onde morou Victor Hugo. 
Não entramos pra conhecer sua casa mas brincamos muito num belo e moderno parquinho que tem na lá.


texto escrito em 20/03/13

Hoje estou em Paris.
Vim pra cá pela primeira vez há dois anos, a convite da Danone -Actimel, como Actimãe. Naquela viagem, apesar de sentir uma enorme saudade do Lucca, do marido, da mãe, do cachorro, da casa, conheci uma sensação deliciosa que é a de estar sozinha depois de tantos anos, num lugar desconhecido e maravilhoso, e descobrir que ainda era capaz de dar conta da situação ao sair à rua e ter que pegar o metro ou escolher e pedir o que comer num restaurante.
Todos os lugares tinham magia, tudo foi fácil e fascinante. Tudo era perto, iluminado e bonito. Foi tão legal que não sosseguei enquanto não consegui dividir tudo isso com meus amores Lucca e Fabricio. E como a Sofia chegou em nossas vidas nesse espaço de tempo, a exemplo do irmão, tiramos seu passaporte bem cedo pra nos acompanhar naquilo que mais amamos fazer: viajar.
Porém, e sempre existe um porém, desta vez estou conhecendo uma Paris bem diferente. Uma Paris ainda linda como sempre mas, uma Paris onde agradeço ao hotel por ter uma jarra elétrica no quarto, a qual seria apta ao preparo de um chá relaxante e na verdade vem sendo muito utilizada para fazer mamadeiras, dia e noite; água muito quente na pia, onde posso esquentar em banho-maria comidinhas de bebê e lavar roupinhas e utensílios. A Paris do Monoprix, um supermercado que vende água a preços dignos pois, uma coisa é tomar uma garrafinha de água do frigobar quando bate aquela ressaca e outra é usar quase quatro litros por dia para as mamadeiras e ainda para matar a sede de quatro pessoas. A Paris dos McDonald's limpos e lindos, com banheiros disponíveis a cada esquina para aquele xixizinho de criança que teima em sair muitas vezes ao dia por causa do frio. A Paris da Lego Store, da Disney Store, do Louvre das múmias, da Sacré Coeur do Carrossel e da Place de La Concorde da Roda Gigante. 
Ouso dizer que hoje estou conhecendo outra Paris: uma cidade aos olhos não mais e somente de uma mulher, mas aos olhos de uma mãe que está sempre buscando acessos para o carrinho de bebê, festeja ao entrar em banheiros com trocador e se sente acolhida quando encontra um garçom que sorri para seus filhos.
Há dois anos, eu olhava para a Torre Eiffel piscando e não acreditava estar ali. Me senti emocionada. 
Hoje, ao ver de perto a Torre piscando novamente, tendo meus três amores comigo, me senti realizada. 
São sentimentos diferentes mas ambos recheados de muito amor e dignos de mim, um a cada tempo, um em cada primeira vez... 

03 março 2013

8 meses - Aprendendo a dar Tchau


E agora ela já sabe dar tchau... Ai que fase mais deliciosa. Vou morrer de saudades!

Boa Amarela II e Sua Existência Permanente





Dia desses fomos a uma festa e o buffet deu como lembrancinha uma bola amarela. Imediatamente me lembrei da bola amarela do Lucca. Engraçado que o título da postagem no blog me veio imediatamente na cabeça.
Chegando em casa, ofereci à Sofia a bola, que é um pouco menor que a do Lucca, e ela adorou. Achou o máximo, brincou e ensaiou várias vezes se jogar numa engatinhada para pegar aquela coisa redonda e fascinante que cismava em fugir de suas mãozinhas.
Não pude deixar de fotografar o momento e de postar aqui. 
Ah, vale lembrar que a Abigail, agora uma senhorinha e já não tão carente de atenção como na época do Lucca, ignorou a bola e a deixou "sobreviver" até quando Deus quiser. 

02 fevereiro 2013

Sexto e Sétimo Mesversários da Sofia







Mais dois mesversários se passaram e apareci por aqui para contar nossas novidades.
Com seis meses a Sofia rolou e seus dentinhos começaram a nascer. Os dois de baixo rasgaram e já estão fortinhos o bastante para dar mordidas no peito durante as mamadas que me rendem várias lágrimas...rs! Ela também começou a comer frutinhas e pouco antes de completar sete meses, entrei com a papa salgada. Ela faz uma boquinha linda e adora comer. As vezes até me assusto com a quantidade que ela come...
Ela é uma menininha muito boazinha e calma. Quando me perguntam se ela dorme a noite toda, não sei responder. Isso porque ela dorme a noite toda mas acorda umas duas ou três vezes cantando (e não chorando), pedindo mamá. Ela mama e sai do peito desmaiada e voltamos a dormir imediatamente.
Se eu souber identificar seus sinais - sono, fome, cocô - ela não chora. De jeito nenhum. É uma linda!
Com sete meses, logo após o salto, começou claramente a tentar permanecer sentada. Vem se esforçando e está quase ficando sem apoio.
O Seo Padeiro disse que ela tem até os nove meses para sentar. Nada de ficar estimulando demais pois cada um tem seu tempo. E estimular demais o bebê pode fazê-lo pular fases.
Com seis meses ela contava com 6.150g e 62,5cm. Na consulta de sete meses (e dez dias,) que foi ontem, pesou 6.650g e 65,5cm. Tudo perfeito com a minha mignonzinha!
Ontem ela chorou tão brava na consulta que o Seo Padeiro disse que ela vai ser mais brava que o Lucca, que vai ter "paviozinho curto"... ai que medo, rs!
Outra coisa muito fofa é que ela fala, mas fala muito. Canta, reclama, verbaliza... Acho que vai falar antes mesmo de andar!
Muito bem minha linda, rumo ao primeiro aninho!Te amo demaaaais!

19 janeiro 2013

Materializando Lembranças

Quando se cria um filho muitas lembranças e acontecimentos se perdem na correria da rotina (ou da falta dela). Um sorriso, uma resposta, um gesto. Tudo isso fica em nossa mente por um tempo, porém, com o passar do tempo, acabam caindo no esquecimento.
Por isso hoje fiz questão de postar aqui duas fotos para que essas imagens fiquem eternizadas, para que minha mente nunca se esqueça desses lindos momentos.


A primeira foto é da minha visão enquanto amamento a Sofia. Ela que já conta com seis meses e dois dentinhos, mama de forma tão linda, tão delicada, tão amorosa, trocando olhares comigo e muitas vezes me pagando o alimento de amor que está recebendo com sorrisos. 
Provavelmente ela será minha filha caçula e a experiência de amamentar se vá para sempre junto com seu desmame. Mas, quero sempre me lembrar que apesar dos momentos mega díficeis, do cansaço, da magreza e das noites de sono entrecortadas, dar o peito aos meus filhos foi uma vitória minha, um mérito meu e só meu. É uma coisa meio He-Man, do "Eu tenho a forçaaaa". Ou meio Jedi do Star Wars, "A força esteja sempre comigo". E outra coisa espetacular é que ninguém pode me substituir nesses momentos. Graças a Deus por isso. Essa cena é um dos momentos de mais ternura que posso me lembrar. E sei que sempre que eu quiser pensar em algo bom, realmente bom mesmo, basta pensar nessa imagem.


A segunda foto é como vejo a Sofia no sling. Essa imagem me traz logo à mente um cheiro: o dos cabelinhos dela. Ela sua muito na cabeça e todas as noites antes de dormir, lavo suas madeixas com o shampoo Granado amarelo. O cheirinho que fica de manhã, resultado da mistura da fragrância do shampoo e do suorzinho da noite é algo delicioso, entorpecedor e inesquecível. 
Ficar com ela no sling, fazê-la dormir tão juntinha a mim é algo delicioso, sentir seu corpinho, sua temperatura, seu cheiro. Por tudo isso que essa imagem também deve ficar fixada aqui para a posteridade pois fotografou um momento de máxima cumplicidade e amor que pode existir nessa relação entre mãe e filha.

Confesso que já sinto saudade do que vem pela frente. Já sinto saudade da época que ela mamava em meu peito, que ela cabia em meu colinho, de dançar para fazê-la dormir, embalando-a alegremente, de vê-la sorrir desdentada das minhas gracinhas e da época em que ela nada falava, apenas dava gritinhos. Queria que essa fase nao acabasse jamais, mesmo sabendo - com um filho de cinco anos - que tudo que virá aos dois, três, quatro..., será delicioso também. Ai, ai... ser mãe é algo maravilhoso mesmo.

06 dezembro 2012

5º Mesversário da Sofia





Eis que me pego na estrada, a caminho da casa da sogra que fica num condomínio em Embu, com a promessa do marido de uma surpresa quando chegarmos.
Insisti para saber o que era e ele me adiantou que a surpresa incluia o Rick Martin. Logo pensei que ele havia comprado um DVD do lindo cantor pra gente assistir.
Lá chegando, estavam os meus cunhados Patricia e Fabio e mais um casal de amigos, o Silvinho e Patricia Viggiani.
Num estalar de dedos, a sala que lembra um home-cinema ficou bem maior e ganhou um palco.
O Fabricio então anuncia a entrada de uma pessoa especial. Nesse momento, me assusto e fico boquiaberta quando percebo que o Rick Martin, em carne e osso entra ao som de "Un, dos, tres, um passito pra frente, Maria. Un, dos, tres, un passito pra tras".
Me senti num programa de pegadinha. Ele veio direto até mim, ainda cantando, com aquele som altíssimo, e percebendo minha surpresa e entusiasmo, me disse ao pé do ouvido, em bom português: "Sou mais gato pessoalmente, não sou?"
Nesse momento, me arrependi de não ter convidado minha mãe e a Marion, minha outra cunhada, para esse programinha especial.
Foi então que me lembrei que a Sofia estava no colo do pai e, diante daquela barulheira toda, me preocupei pois não conseguiria escutar se ela chorasse. 
Me dirigi então ao palco, passei pelo Silvinho super entusiasmado de estar conhecendo o Rick Martin pessoalmente e num show praticamente particular e, quando estava quase chegando até o Fabricio e a Sofia, o Lucca entrou no quarto e me acordou do sono profundo.
Fiquei louca da vida porque nem cheguei a aproveitar a presença do Rick Martin assim tão pertinho! Mas, abracei forte meu filhote e notei que havia sido a primeira vez que sonhava com a Sofia.
Percebi que agora ela está efetivamente em minha vida, inclusive já está em meus sonhos.
E passei o resto do dia cantando: "Un, dos, tres, um passito pra frente, Maria. Un, dos, tres, un passito pra tras".

Parabéns, filhota!
Mais um mês de vida, sempre linda, saudável, independente e sorridente.
Te amo muito, até dormindo e sonhando com o Rick Martin! 

24 outubro 2012

Cinquenta o quê?



Estou lendo, nas horas vagas, Cinquenta Tons de Cinza.

Juro pra vocês que estou quase largando o livro, deixando essa leitura pra lá, por conta da mega inveja que ando sentindo da protagonista, Anastasia Steele.

Vejam essas passagens do livro:

"(...) Fecho os olhos e começo a adormecer. Meu inconsciente tenta me dar o golpe final antes de se soltar nos meus sonhos."

"(...) Está muito silencioso. A luz está apagada. Sinto-me quentinha e confortável nesta cama."

"(...) Puxo os joelhos até o peito, totalmente esgotada, e imediatamente apago ou desmaio, caindo num sono exauto. Quando acordo, ainda está escuro. Não tenho idéia de quanto tempo dormi."

Não dá, né? Vai esfregar na minha cara toda hora que dorme bem, dorme gostoso, dorme profundo, que está escuro, que a cama está quentinha, que está s-i-l-e-n-c-i-o-s-o? Chega! É muita tortura, Ana... Vou procurar na livraria Cinquenta Sons de Choro, Cinquenta Horas sem Sono que vai cair melhor. :)

22 outubro 2012

Mêsversário da Sofia - 4 meses



Hoje a pequena Sofia completa 4 meses. 
Costumo dizer que esse comecinho passa muito rápido mas que eu vivo cada minuto dele com intensidade. 
Acabamos de passar por uma semana daquelas, com Pico de Crescimento na área e a mamãe ainda está se recuperando das mamadas de hora em hora, faça chuva ou faça sol.
Mas, ela é um doce. Muito sorridente, sempre feliz. 
Deus abençoe nossa família e o caminho da minha pequena. Parabéns, filhota!

Falando nisso...

Talvez seja um ótimo momento para relembrar esses dois assuntos: Pico de Crescimento e Salto de Desenvolvimento.
Achei no blog De Peito Aberto esses dois quadros que achei fantásticos e resolvi dividir com vocês:

Salto de Desenvolvimento



Seu bebê anda chorando muito? Não está dormindo bem? Só quer ficar no colo? Não se desespere, pode ser apenas um SALTO DE DESENVOLVIMENTO.
O fato é que os bebês não se desenvolvem em um ritmo constante, dando uma acelerada de tempos em tempos - são os saltos de desenvolvimento. O problema é que n o período que antecede os saltos o bebê de repente se sente perdido no mundo, pois seu sistema perceptivo e cognitivo mudou (segundo pesquisadores, tudo isso pode ser observado neurologicamente), mas ele ainda não se acostumou, então o mundo parece muito estranho. O que acaba acontecendo é que ele quer voltar à base, ao que é conhecido, ou seja, ao aconchego do colo da mãe. 
Trocando em miúdos, nessas fases eles ficam mais carentes, precisando de colo, e com freqüência também comem e dormem pior. A boa notícia é que depois de algumas semanas essa fase difícil passa e tudo volta à normalidade. Certamente há uma certa variação cronológica entre um bebê e outro, mas média observada (experimentalmente) por pesquisadores é a seguinte: 
*05 semanas / 1 mês 
*08 semanas /quase 2 meses 
*12 semanas /quase 3 meses 
*19 semanas /4 meses e meio 
*26 semanas /6 meses 
*30 semanas /7 meses 
*37 semanas / 8 meses e meio 
*46 semanas / quase 11 meses 
*55 semanas / quase 13 meses 
*64 semanas / quase 15 meses 
*75 semanas / 17 meses
Ainda segundo os autores, depois de uma crise o bebê de repente começa a fazer coisas que não fazia antes, dá um salto de desenvolvimento mesmo, e também fica mais feliz. Então durante as crises é só ter um pouco de paciência, cercando o bebê de amor, carinho e bastante aconchego, até que tudo volte ao normal.


Pico de Crescimento



De um dia pro outro seu bebê parece mamar e não ficar satisfeito. Os intervalos que eram de 2/3h passaram a ser de 1h30 ou menos... não é seu leite que esta secando, muito provavelmente trata-se de um PICO DE CRESCIMENTO.
É um fenômeno que ocorre em muitos bebês no qual estes solicitam mais mamadas do que de costume. Esta necessidade geralmente dura de poucos dias a uma semana, seguido de um retorno ao padrão menor de mamadas. A mãe costuma sentir como se não desse conta de produzir leite em quantidade suficiente para o bebê. 
Períodos comuns deste "picos de crescimento" ocorrem por volta dos: 
* 7-10 dias 
* 2-3 semanas 
* 4-6 semanas 
* 3 meses 
* 4 meses 
* 6 meses 
* 9 meses (mais ou menos). 

Então mamães, lembrem-se: Isso é absolutamente normal e nós vamos sobreviver, nós vamos sobreviver... Estou falando em voz alta pra acreditar também...rs!
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